Postagens

  Nostalgia... Hoje, não há rosas. Minha mão farta Espera a nostalgia. Ave solitária que sou, Como quem mata sentimentos Nesses versos inacabados. (Rosi Alves)
  Gravitando... As palavras estão quase tristes. Aqueceu o sol, refletindo nas pedras, As claves da minha saudade. Como se bebessem os laços, Envoltas, as tulipas. Ver esse milagre (flores), Que há muito me encanta. Houve uma alucinação, Desfiando o sol, Gravitando, como pássaros! No teu peito, a candura Que segue a rota do olhar. (Rosi Alves)
  Da noite... Quando digo que irá anoitecer, Verte em mim a fronte de estrelas; Resvalo por te querer. Ouve-me, Pelo perfume das rosas. A ternura é o brilho da vida. Há nisto uma virtude, Um sopro ébrio, Um milagre. (Rosi Alves)
  Gosto de eternidade... Coisas impossíveis, As que têm seu gosto Na inquietude dos gestos. Viajo entre esse amor, Descanso, enfim, em ti. Tenho ainda Todo céu, Todo caminho; Mais preciso Apenas da tua eternidade. (Rosi Alves)
  Mudaram a nudez da minha boca E fiquei redimida apenas em sonhos. E murmurei teu nome Quando tua outra face se fez manhã. Era um pranto bonito, Feito canto de passarinho, Com a beleza dos lírios Que cercam a minha janela. (Rosi Alves)
 Sempre quis um amor que contasse estrelas, remediasse o tédio e me fizesse sorrir do nada. Um amor quentinho, feito café em dia frio, um amor tão leve que flutuasse feito nuvens. Um amor que soubesse ninar meus medos e me fizesse sua, sem nenhum pedido. — Rosi Alves
  Queríamos mudar o mundo ou, pelo menos, deveríamos tentar pela suavidade da estrada ou pela ilusão do olhar. Com a intensidade das promessas, sem medo de perder, somos mais que isso: estrada, caminho. Somos círculos inundando os sonhos. Somos vida, até mesmo depois da partida, porque quando não se tem medo de viver, tu te tornas imortal. — Rosi Alves