A gente sobrevive toda vez que o amor vier...
Feche os olhos, ele chega como um sonho. No íntimo, a gente sempre sabe que é amor...
E a gente sempre sobrevive.
Como aquele vento a tocar as flores, por sobre a proa, na polpa dos meus pensamentos...
O amor é assim: ainda inventa viagens, ri sem motivo, ergue-se sobre a ribeira no fluir das horas.
O amor, que é das canções, do delírio, onde há de estar? Está nos versos dos poetas, trazido nos olhares da alma, agora lavados pela saudade ainda soberana, a acariciar o tempo, a comprimir o coração.
Há restos de amor em mim, penetrando lentamente... Mesmo que tragam saudades e façam doer, a gente sobrevive toda vez que o amor vier.
(Rosi Alves)
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